O que é Gestão Financeira Empresarial?

Gestão Financeira Empresarial
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Neste conteúdo, vamos falar sobre:

Um dos itens mais importantes de uma empresa é desenvolver uma boa gestão financeira. Com a atual pandemia, muitas empresas sentiram na pele a importância disso. E mesmo as empresas mais consolidadas foram impactadas por não ter uma sólida gestão financeira.

Para isso, desenvolvemos um conteúdo completo para você entender tudo sobre o assunto e como usar isso a seu favor no seu negócio. Boa leitura!

O que é gestão financeira?

Para começar, é importante compreender o que é gestão financeira. Trata-se de um conjunto de diversas ações e métodos cuja finalidade é planejar, analisar e fazer o controle das atividades financeiras da empresa.

De uma forma mais simples, é todo processo administrativo que tem como finalidade melhorar a performance do negócio. Isso acaba resultando no aumento do valor do patrimônio acumulado, na utilização dos recursos de maneira otimizada e muito mais.

Vale ressaltar que a gestão financeira é semelhante a uma administração do dinheiro que circula na empresa, sempre atento ao caminho que passa. E da mesma maneira que devemos investir no controle do orçamento pessoal, uma empresa deve sempre cuidar das finanças não só para sobreviver, mas para se desenvolver.

Seja um MEI ou uma empresa multinacional, a gestão financeira traz inúmeras possibilidades e vantagens. Entenda melhor sobre os benefícios de desenvolver uma estrutura para isso.

A importância da gestão financeira

Vale compreender que a importância da gestão financeira ocorre tanto de uma forma macro como micro. De uma maneira geral, compreende várias fases, especialmente o planejamento.

Isso acontece porque a gestão financeira tem como principal propósito o gerenciamento dos recursos da empresa tanto internamente como os que vão entrar.

Desta forma, se torna essencial para identificar e apontar quais são as limitações de recursos da empresa, assim como oportunidades de investimentos e análise dos resultados obtidos. Todo negócio deve gerar lucro para ser escalável, mas existem fases boas e ruins. A gestão disso que faz toda a diferença.

Por isso é importante destacar que a gestão financeira, para ser assertiva, precisa estar alinhada ao processo organizacional da empresa. Com a ausência disso, o negócio se arrisca a estar exposto a diversos riscos econômicos.

E isso estamos falando de empresas, mas também pode ser aplicado para empreendedores. Quanto antes começar a investir nisso, melhores e mais consistentes serão os resultados.

Entendendo os conceitos que envolvem gestão financeira

Para compreender gestão financeira, é essencial entender os conceitos básicos que estruturam este processo. Veja os mais importantes e significativos:

Ciclo financeiro

Trata-se do processo de mapeamento do ciclo financeiro da empresa. É o primeiro ponto para desenvolver a gestão financeira e cada ciclo representa a movimentação de capital dentro da organização, desde a compra dos insumos ou produtos até o recebimento pela venda na outra ponta.

Neste caso, o essencial é que se tenha a compreensão deste fluxo de perto, permitindo que o capital necessário em caixa seja mantido, assim como fazer a conciliação das datas de pagamentos e recebimentos, organizando para que a empresa tenha um ciclo financeiro tranquilo e eficiente.

Fluxo de caixa

É o processo que envolve o controle do fluxo de caixa, o que representa acompanhar o movimento de entradas e saídas de dinheiro do caixa da empresa.

Neste caso, estamos falando do que você recebe e o que paga em seu negócio. Todas essas transações precisam ser registradas em detalhes para que você ou os sócios da empresa tenham uma visão diária, semanal e mensal da movimentação financeira da empresa.

Gestão de Custos

Ativos e passivos

Os passivos estão relacionados aos deveres e obrigações do negócio, como dívidas com fornecedores, contas, empréstimos, financiamentos, obrigações fiscais e sociais.

Já o ativo compreende todo bem ou direito que sua empresa possui, como imóveis, terrenos, mobiliário, frota de carros, equipamentos, maquinário, investimentos, saldo bancário, créditos, estoques (tanto de produtos acabados quanto de matéria-prima), duplicatas a receber e outros direitos que compõem o patrimônio da empresa.

Capital de giro

Corresponde a todo dinheiro em caixa que circula na empresa, ou seja, que é gasto no curto prazo para que as atividades essenciais do negócio sejam mantidas. Trata-se da necessidade de capital de giro, que pode variar de acordo com o ciclo financeiro do negócio.

Custos e despesas

Trata-se de compreender as despesas e custos dos negócios. Partindo desta análise dos gastos, o gestor tem a compreensão da melhor definição de preço dos serviços ou produtos. Além disso, é possível cortar custos de forma eficaz, assim como melhorar a performance da empresa a cada mês.

Vale ressaltar que existem quatro tipos de despesas e custos. São os custos fixos e variáveis e despesas fixas e variáveis. Tudo isso deve ser observado e alinhado para ter um resultado ainda mais assertivo.

1. Controle o fluxo de caixa de perto

O controle de fluxo de caixa é o ponto de partida de uma gestão financeira eficiente, pois permite acompanhar de perto todas as receitas e despesas do negócio.

Com um fluxo organizado, você consegue prever, planejar e controlar as entradas e saídas, além de antecipar decisões em caso de falta ou sobra de dinheiro.

As movimentações também revelam se a empresa terá ganhos suficientes para cobrir seus gastos e se está trabalhando com aperto ou folga financeira.

Lembrando que não basta monitorar as entradas e saídas atuais: é preciso fazer a projeção de fluxo de caixa para prever o desempenho nos próximos meses e planejar ações futuras.

2. Faça um plano de contas

O plano de contas reúne todas as regras e normas para proporcionar uma visão geral das contas da empresa.

Para fazer o seu, você deverá nomear e classificar as receitas e despesas de cada área do negócio.

Você pode usar categorias como recebimentos de vendas, despesas operacionais, impostos, comissões, pró-labore, salários etc. O importante é registrar todas as entradas e saídas para ter alguma previsibilidade.

3. Mapeie os custos e despesas

Como vimos, existem vários tipos de custos e despesas essenciais ao funcionamento do seu negócio. Para ter controle sobre esses gastos, você deverá mapeá-los em detalhes e monitorar cada centavo desembolsado na empresa.

O objetivo é identificar se o dinheiro está sendo usado de forma eficiente e tem um retorno significativo, ou se existem custos e despesas que podem ser cortados ou reduzidos pela saúde financeira do negócio.

4. Defina seu capital de giro

Para gerenciar corretamente o capital de giro, você deverá dimensionar a quantidade ideal em caixa para manter as operações do negócio.

Para isso, basta utilizar a fórmula de Necessidade de Capital de Giro:

NGC = Ativo circulante operacional – Passivo circulante operacional

Se o resultado for negativo, significa que o gasto com contas a pagar é superior aos ativos disponíveis na empresa, o que exige o financiamento de mais capital de giro.

Do contrário, um resultado positivo indica que a empresa está se sustentando sem precisar recorrer ao crédito dos bancos.

5. Use relatórios para fazer o diagnóstico financeiro

Para um diagnóstico financeiro mais preciso, você deverá usar relatórios gerenciais fornecidos pela contabilidade.

Os principais são os relatórios de fluxo de caixa, o DRE Gerencial, balanço patrimonial e análises de pagamentos e recebimentos.

O DRE, em especial, mostra um resumo de todas as receitas, custos e despesas do negócio e revela se você teve lucro ou prejuízo.

6. Use indicadores para monitorar seu desempenho

Além dos relatórios, você também precisa monitorar os principais KPIs (Indicadores-chave de Desempenho) da gestão financeira.

Estes são alguns indicadores indispensáveis:

  • Faturamento: soma de todos os valores obtidos com as vendas de produtos ou serviços.
  • Lucro líquido: receita total da empresa menos os custos fixos e variáveis, que resulta no dinheiro que efetivamente vai para o bolso do empreendedor.
  • Ponto de equilíbrio: momento em que a receita total da empresa é exatamente igual à soma dos custos e despesas (quando a empresa chega ao zero a zero e está pronta para começar a lucrar).
  • Margem de lucro: porcentagem adicionada aos custos totais de produtos e serviços que define a lucratividade do negócio.
  • Margem de contribuição: ganho bruto sobre as vendas, ou seja, o que sobra depois de pagar o custo de produção e impostos sobre produtos ou serviços.
  • Liquidez corrente: capacidade da empresa de arcar com suas obrigações em curto prazo.

7. Controle o estoque

O controle de estoque é outra função essencial da gestão financeira, que consiste em monitorar os produtos armazenados para garantir que as demandas serão atendidas sem excessos e prejuízos.

Com uma gestão adequada dos fluxos de entrada e saída, você consegue prever as necessidades de compras, reduzir perdas por roubo ou vencimento dos produtos e obter condições de negociação melhores com fornecedores, por exemplo.

Dessa forma, é possível otimizar os investimentos em estoque, aprimorar o planejamento de produção e precificar corretamente os produtos.

8. Faça seu planejamento financeiro

Além de acompanhar as finanças da empresa o tempo todo, você também precisa definir aonde quer chegar e se planejar para os futuros cenários e movimentações.

Para fazer um bom planejamento financeiro, considere os seguintes fatores:

  • Diagnóstico da situação financeira atual do negócio;
  • Definição de objetivos e metas (Ex: aumentar o faturamento em 20%, reduzir custos fixos em 15%, quitar empréstimos, etc.);
  • Definição de estratégias (Ex: cortar gastos, investir em um novo produto/serviço, rever preços);
  • Projeção de possíveis cenários;
  • Orçamento detalhado;
  • Cronograma de ações;
  • Métricas de desempenho.

Lembrando que o planejamento deve ser monitorado continuamente e revisado para se adequar às mudanças no meio do caminho.

9. Invista em um sistema inteligente

Com tantos indicadores, números e resultados para monitorar, você precisa de um sistema de gestão que dê conta das finanças do negócio.

Há quem faça a gestão financeira com planilhas, mas as chances de erros são maiores e o tempo gasto na tarefa é muito mais longo.

Por isso, o ideal é contar com uma plataforma digital que organize os dados financeiros e contábeis, que permita o acompanhamento do caixa em tempo real e gere relatórios automaticamente, integrando seu financeiro às vendas e à contabilidade.

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