Reflexão: a pandemia vai passar, mas o Trabalho Remoto veio pra ficar

Trabalho remoto
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Neste conteúdo, vamos falar sobre:

A pandemia do coronavírus levou pessoas e empresas a uma série de adaptações nos hábitos, no estilo de vida e na forma de trabalho. Com o “isolamento social” como palavra de ordem, a alternativa das empresas para preservar seus funcionários e garantir os negócios funcionando foi o trabalho remoto e essa mudança deve permanecer mesmo após a pandemia.

Muitas foram as mudanças nos hábitos e na vida das pessoas causadas pela pandemia do Coronavírus. A necessidade de isolamento social com o objetivo de minimizar a disseminação do vírus obrigou os poderes públicos e as empresas a se adaptarem a esse novo cenário, e isso levou a alterações nas formas de trabalho, o que incluiu o trabalho home office.

Trabalho remoto, ou home office, tornou-se a alternativa mais viável e segura, em meio ao período de incerteza e receio causados pela Covid-19. Apesar de não ser uma novidade, essa que já era uma tendência observada pelos especialistas para os próximos anos, acabou sendo antecipada, para atender a esta nova necessidade.

Pela falta de tempo hábil para uma devida preparação para essa mudança na forma de trabalho, muitos foram os desafios enfrentados por algumas pessoas. É possível perceber isso, principalmente no que se refere a conciliar a rotina pessoal, com os afazeres de casa e filhos, e com as atividades da profissão.

No entanto, passado esse período de adaptação, os benefícios proporcionados tanto para os colaboradores, como para as empresas foram tão significativos, que muitos acreditam que essa modalidade de trabalho permaneça após a pandemia. Será mesmo?

Pesquisas comprovam tendência do trabalho remoto após pandemia

Dados de uma pesquisa realizada pela FGV – “Tendências de Marketing e Tecnologia 2020: Humanidade redefinida e os novos negócios”, prevê crescimento de 30% do trabalho remoto após a pandemia. Tudo isso é resultado das diversas vantagens que o trabalho remoto oferece.

Claro que, para isso, diversas questões precisam ser analisadas e aperfeiçoadas, a começar por:

Produtividade e redução de custos

Uma das razões para que muitas empresas vislumbrem o trabalho remoto no pós-pandemia é o aumento da produtividade e a redução de custos. Como isso é possível?

Muitos líderes acreditam que o trabalho presencial garante uma boa produtividade, por considerarem um acompanhamento mais preciso das atividades realizadas diariamente. No entanto, pandemia já mostrou que o trabalho trabalho remoto contribui significativamente para que o colaborador seja mais produtivo.

O fato de não precisar acordar mais cedo, encarar longos períodos de congestionamento e ter a possibilidade de trabalhar no conforto do seu lar, no cômodo ou ambiente que se sente mais à vontade e com maior flexibilidade de horário, por exemplo, influencia nesse aumento da produtividade. Como consequência, melhoram os resultados da empresa.

Aliado a isso, pode-se destacar ainda a redução de custos para as empresas. Isso porque para garantir uma estrutura física para manter o funcionamento da organização envolve custos fixos, como: água, energia, auxílio transporte, equipamentos e outros.

Se você está se perguntando se o trabalho remoto não gera nenhum custo para a empresa, além da remuneração, calma que não é bem assim. Existem sim os custos relacionados à segurança do trabalho, como a responsabilidade em disponibilizar equipamentos ergonômicos.

Entretanto, esses custos são muito menores, quando comparados aos necessários para manter o espaço físico. Dessa maneira, além de proporcionar mais qualidade de vida para os colaboradores, o trabalho remoto reduz significativamente os gastos da empresa. Esse é mais um motivo que tem levado as empresas a cogitarem a permanência dessa modalidade de trabalho com o fim da pandemia.

Sem distâncias e com profissionais altamente qualificados

O que isso tem relação com o trabalho remoto? A gente explica. Empresas de grande porte, que possuem filiais em diversos pontos do Brasil e até mesmo em outros países, entendem o quão benéfico pode ser o trabalho remoto, afinal de contas, é possível manter o alinhamento das ações independente da distância com o uso da tecnologia, como videoconferências, compartilhamento de documentos online e de forma simultânea.

Isso acaba atraindo também profissionais qualificados que buscam mais qualidade de vida. Isso porque conseguirão se manter mais próximos da família e procuram por empresas que possibilitem justamente essa forma de trabalho para que possam se dedicar ao trabalho de forma mais prazerosa.

Para que essa transição para o trabalho remoto definitivo após a pandemia ocorra da melhor maneira e de acordo com as leis trabalhistas é preciso levar em consideração alguns aspectos. Confira a seguir.

O que é necessário para manter o trabalho remoto após a pandemia?

A legislação é um dos pontos mais importantes e que precisam ser cuidadosamente analisados pelas empresas que desejam manter o trabalho remoto com o fim da pandemia. Isso deve ser feito a fim de evitar possíveis dores de cabeça no futuro.

Como no caso da maioria das empresas que foram pegas de surpresa com a necessidade de mudar para essa forma de trabalho em decorrência da Covid-19, com profissionais contratados para o trabalho presencial, será necessária uma adequação para a lei do teletrabalho.

Conforme citado no tópico anterior, aspectos como equipamentos ergonômicos e orientações relacionadas à segurança do trabalho são fundamentais para garantir a saúde dos colaboradores. Além desses, podemos citar outros como máquinas, computadores e headsets necessários, ou seja, um verdadeiro local de trabalho digital.

A carga horária também precisa ser levada em consideração. Isso porque existe a possibilidade de realização de trabalho remunerado por atividades, algo que pode ser definido entre empresa e trabalhador e deve constar em contrato com todas as cláusulas bem definidas.

Direitos como recolhimento do FGTS, férias, 13º salário, auxílio transporte para os dias em que seja necessário deslocamento também precisam ser definidos. Investir em ferramentas de comunicação é também fundamental para que seja possível manter a interação entre todos os colaboradores, permitindo uma troca de ideias, bem como o monitoramento por parte dos gestores com relação ao trabalho realizado.

Em suma, todos os aspectos que envolvem desde a realização das atividades, carga horária, remuneração, como as questões que envolvem estrutura de trabalho precisam ser devidamente documentadas.

Conclusão

O isolamento social, fechamento de comércios e as diversas mudanças no modo de vida das pessoas geraram algumas alterações. As empresas precisarão se reinventar para que se mantenham competitivas e consigam sobreviver no cenário pós-pandemia e o trabalho remoto se destaca.

Não precisar lidar com os altos custos de uma estrutura física e ainda oferecer mais qualidade de vida para os seus funcionários, resultando em mais produtividade e melhoria dos resultados. Esses são alguns dos principais pontos que influenciam para que o trabalho remoto se torne uma tendência.

Grandes empresas que são referência nos seus segmentos são exemplos de organizações que adotaram a modalidade do teletrabalho. Sem sentir impactos negativos nessa mudança e a tecnologia é a principal aliada para proporcionar isso.

Alguns aplicativos de controle de ponto, que podem funcionar de qualquer lugar por meio de um smartphone, além de softwares que auxiliam no trabalho em equipe com a realização de videoconferências ajudam nessa nova era. Além da tecnologia voltada para gestão de projetos e atividades, automação de marketing e venda e muitos outros, que permitem que o trabalho de qualquer empresa pode ser realizado remotamente sem prejuízos.

Desde o início da pandemia, em março, já se observava um movimento no sentido de garantir a permanência do trabalho remoto. Uma Pesquisa do instituto Ideia Big Data , realizada entre 31 de março e 1 de abril com 1581 pessoas, por exemplo, mostrou que cerca de 59% da população brasileira acreditava em um aumento do trabalho remoto após o fim da pandemia.

O professor da Fundação Getúlio Vargas, André Miceli, também realizou uma pesquisa nesse sentido e seus resultados apontaram uma expectativa de crescimento de 30% depois da pandemia, provocando mudanças na cultura organizacional das empresas. Sendo assim, um volume significativo de funcionários, gestores e empresas acreditam que essa modalidade de trabalho é uma das principais mudanças quando se trata de emprego durante a pandemia.

Sem dúvida, isso impactará também nas formas de consumo das empresas, visto que, os hábitos de consumo das pessoas também precisaram mudar nesse contexto. Se a internet já era importante antes da pandemia, com ela ganhou um valor ainda maior.

Antes, os consumidores usavam a internet para comprar objetos, roupas, eletrônicos. Agora, com a pandemia, até mesmo as redes de supermercados precisaram se adaptar e passar a oferecer a opção de compras de alimentos delivery.

Com o fim da pandemia, os clientes irão querer manter essa comodidade de não precisar sair de casa com uma lista de compras e se dirigir até o supermercado, quando isso pode ser realizado de forma simples e fácil pela tela do smartphone. Portanto, irão sobreviver aquelas empresas que conseguirem se adaptar a todas essas mudanças, eliminar os custos desnecessários com a adoção de estratégias possíveis e se adequar a essa nova realidade.

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